Moebius Path

Mundo Nerd


03/12/2015


 
 

Stormtroopers

Escrito por Raposo às 16h53
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04/02/2014


 
 

Before Watchmen

 

 

 

30 anos depois da série original e com o sucesso do filme, a DC achou que já era hora de ganhar uns trocados em cima das (na minha opinião) maiores obras de Alan Moore.

 

Claro, Alan Moore execrou a iniciativa, assim como vários fanáticos Mooremaníacos ao redor do globo. É bem verdade que o Alan Moore execra tudo aquilo que ele fez e alguém mudou, alterou, coloriu, pontuou ou até dobrou fora de suas especificações.

Before Watchmen - Coruja

Antes de começar, sou da opinião que Watchmen é o que de mais próximo se pode chegar da perfeição em quadrinhos, não existe a necessidade de sequências ou as tão em voga prequelas (tenho noção que a palavra não consta no dicionário, mas o uso contínuo deve mudar isso).

 

Before Watchmen me pareceu como o Highlander 2 (a versão maldita). Highlander, assim como Watchmen era (para a época) fantástico, aí resolveram fazer o Highlander 2 para explicar de onde vieram os imortais e por quê eles combatiam... QUEM PERGUNTOU?? QUEM QUER SABER???

 

Tive essa impressão com algumas das edições, com outras achei algumas sacadas interessantes, mas no geral, nada excepcional.

 

Before Watchmen - Rorschach

 

Se Before Watchmen tivesse sido criado antes de Watchmen, a história seria outra. 

 

Imagine um mundo real, na época da grande depressão americana, onde algumas pessoas resolveram aparecer e fazer a diferença por conta própria. Entre esses heróis, haveriam aqueles que são boas pessoas, dignas e honradas, mas ainda assim, humanos com falhas e fraquezas.

 

Existem aqueles que foram vítimas, sofreram abusos e horrores e resolveram se levantar contra isso. (A história da Silhouette, embora a maioria possa achar piegas, foi uma das minhas prediletas.)

 

É fácil nesse mundo, essas pessoas se tornarem heróis, inspirarem (ao ponto de um herói ter sido "criado" para promover a imagem de um banco - o Dollar Bill - um dos minutemen).

 

A trajetória desses heróis tende a uma encruzilhada, onde as opções mais freqüentes eram uma morte trágica ou a aposentadoria, devido a idade, e, se você tiver sorte, verá alguém da nova geração de heróis carregar o seu nome.

 

Um belo dia, aparece no mundo um cara azul que pode fazer o que ele puder imaginar, desde se teleportar, explodir coisas, alterar a matéria até ver o futuro. Claro que os Estados Unidos iam usar isso ao seu favor e o mundo nunca mais seria o mesmo.

 

Depois disso, uma vez que "Deus existe, e é americano", esses heróicos idealistas fantasiados foram declarados ilegais por um decreto de lei, e no anonimato eles permanecem.

Se Before Watchmen tivesse sido criado antes de Watchmen, esse seria o ponto onde Alan Moore entraria, coroando e finalizando magistralmente uma série de quadrinhos adultos de alto nível.

Alan Moore

 

Before Watchmen não é ruim, pelo contrário, mas ele sempre vai ser eclipsado tanto em roteiro quanto pela arte do original. 

 

 

Escrito por Raposo às 11h13
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20/03/2013


 
 

O Reino do Amanhã

 

Este fim de semana eu estava passando or uma locadora/banca de jornais, vi 3 pilhas de gibis onde normalmente havia livros de receita... Segundo o dono do lugar, era uma coleção que o cara se desfez por motivos matrimoniais. Fui obrigado a garimpar o lugar.

Tinha muita coisa interessante, várias dos quais eu já tinha, acabei pegando 4 pacotes, um com a "Brigada dos Encapotados", "A Piada Mortal" (que eu até tinha, mas esta estava impecável) e o "Reino do Amanhã", com arte do Alex Ross...

Não tive a chance de pegar essa série quando ela saiu pela primeira vez, mas uma vez que eu conhecia a arte do Alex Ross, não tinha nem o que pensar.

A história básica se passa em um futuro alternativo, onde o Super-Homem se exilou após uma série de divergências com uma nova geração de heróis, mais violentos e, segundo a população, mais apropriados aos novos tempos.

Claro, essa nova geração de heróis, sem limites, combatia os piores vilões com as mesmas armas, não raramente, causando vítimas entre a população. Como era de se esperar, heróis passaram a ser tão temidos quanto vilões.

Como em "Marvels", Alex Ross pega a história do ponto de vista de um idoso, nesse caso, o reverendo Norman McCay, que foi procurado pelo Spectro, para vagar pelos vários cenários da história e ao final, apresentar o seu julgamento.

Por várias vezes, como em qualquer guerra entre legiões de heróis, as imagens caem para um caleidoscópio colorido e disforma (apesar de toda a técnica do artista), assim como o andamento da história "corre" um pouco devido ao limitado número de páginas, mas ainda assim, o conceito por trás de toda a saga é bastante interessante e dá o que pensar.

Uma frase de um dos personagens para o Super-Homem passa bem a essência: "Entre o que mata e o que não mata, eles escolheram o que mata... E agora estão todos mortos!"

Eu sempre gostei dos heróis mais violentos... Batman, Wolverine, Lobo (embora não seja um herói propriamente dito), mas apesar disso, não dá para negar a necessidade dos "escoteiros" (Super-Homem, Capitão América, Ciclope e por aí vai), heróis existem para inspirar, para dar esperança. Uma mensagem antiga, admito, mas que se for passada às novas gerações só vai deixar o mundo melhor. (não apenas nos quadrinhos)

 

Escrito por Raposo às 10h54
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14/03/2013


 
 

MDK

 

 

 

Quando a Shiny Entertainment anunciou em 1997 seu lançamento, MDK, foi feita muita especulação a respeito, que MDK era abreviação de Murder Death Kill, daí criou-se a expectativa de um banho de sangue de proporções épicas...

Assim que você inicia o jogo, vê que a coisa não é por aí, na história do jogo, você é Kurt Hectic, um zelador que cuidava do laboratório de um excêntrico inventor, até que a Terra foi invadida por gigantescas máquinas mineradoras que devastam tudo em seu caminho.

 

 

É aí que o seu sossego acaba, o Dr. Fluke Halkins te equipa com sua maior invenção, a Coil Suit (uma roupa de combate que parece que foi projetada por H.R.Giger, com sistema de armas e um para-quedas estilosíssimo), uma vez vestido, ele te joga da estratosfera para cima do minerador.

Dentro do minerador que a ação toda começa, hordas de alienígenas partirão para cima de você sem dó nem piedade. Atiradores, kamikazes, tanques e uma infinidade de inimigos dos mais variados tamanhos e formas... O difícil da coisa é saber o que você vai atacar enquanto está babando pelo cenário alucinante.

 

MDK foi um dos últimos jogos a renderizar o motor do jogo via software, mas ainda assim, o visual é até hoje um dos mais impressionantes que eu já vi.

A jogabilidade é em terceira pessoa, bastante simples por sinal, você corre, pula e atira no que estiver à sua frente. É viciante.

 

Em alguns momentos, você precisa alternar para o modo sniper, para poder avançar na missão, abatendo alguns inimigos à distância. Em outros, você desliza em uma prancha voadora (ou simplesmente em túneis), até chegar no piloto de cada máquina mineradora (vulgo Boss), passado ele, você pode salvar o jogo, o que te dá um bom nível de dificuldade para finalizar o jogo.

MDK é adrenalina e humor, recentemente desenterrei ele de uma pilha de cds empoeirados para matar as saudades... Depois acham estranho eu não escrever sobre as novidades, quando tem muita coisa boa por aí caindo no esquecimento.

P.S.: Não me lembro onde, se em algum lugar da documentação ou se em uma entrevista com a equipe de desenvolvedores, é mencionado que MDK são as iniciais de Max (um cachorro falante de 4 braços que auxilia o inventor), Doc (doutor) e Kurt (você).

 

Escrito por Raposo às 15h14
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06/03/2013


 
 

AS MARÉS DA GUERRA

 

Quando trombei com esse livro nas Lojas Americanas pela primeira vez, pensei: "Taí uma boa chance de conhecer um pouco mais do universo do Warcraft" - O que eu confesso ser uma falha no meu currículo como gamer.

Só depois que eu comprei, fui reparar que a autoria do livro era de uma mulher, Christie Golden, o que me fez torcer um pouco o nariz, afinal, depois do monólogo monótono e monomaníaco de Crepúsculo, da Stephanie Meyers, tive um pé atrás com relação ao que me reservava o mundo bélico de Warcraft.

O primeiro capítulo foi bastante confuso, confesso... Cair em um livro que inicia falando de dragões transmorfos, magia arcana e aspectos (que diabos é um aspecto?)... Por volta do terceiro capítulo, os personagens principais foram apresentados e a trama pega embalo.

Vou tentar passar uma idéia do que se trata, sem estragar nada do livro:

 

A história se divide basicamente em duas tramas, a primeira, envolvendo Kalecgos, o líder da Revoada Dracônica Azul (logo, um dragão) que precisa reaver a Íris Focalizadora, um artefato místico poderosíssimo que foi roubado do seu povo.

Paralelo a isso, Garrosh, o líder guerreiro da Horda inicia uma ofensiva contra a Aliança, atacando um posto avançado e a cidade de Theramore, governada por Jaina Proudmore.

Depois, lendo no final do livro, são dadas referências de leituras, algumas dos quadrinhos, outras de livros ou contos, nas páginas da Blizzard.

 

Parecer final: Christie Golden é bastante competente na escrita, a ambientação e as batalhas ficaram bastante boas e a história flui bem em várias frentes, para quem é fã das séries do Warcraft tem bastante material interessante, porém para uma leitura descompromissada ou um leigo ele deixa um pouco a desejar, afinal penso que isso é uma história de transição e o término dela é o gancho para uma saga maior.

 

 

 


Recomendo para os fãs, mas se você não conhecer o Warcraft, pode passar sem ele.

 

Escrito por Raposo às 08h28
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18/02/2013


 
 

O intrépido Submarino Amarelo

 

Para variar, eu estou postando alguma coisa sobre um jogo obscuro e esquecido, desta vez, é o Sub Culture (e não uma música dos Beatles, como o título poderia sugerir), um jogo lançado em 1997 pela Ubisoft e a Critterion Studios.

 

O universo de Sub Culture é bastante restrito, para ser mais específico, é uma lagoa... Você faz parte de uma raça de minúsculas criaturas que habitam uma lagoa de água salgada, onde existe alguma vida marinha, dois clãs dominantes (os Procha e os Bohine), onde um clã é tecnológico enquanto o outro é adepto a uma existência mais simples e rústica e cada um dos dois clãs possui suas cidades-estado. Além disso, existe uma refinaria industrial, uma prisão e algumas bases independentes (leia-se piratas).

 

Você é o dono de um pequeno submarino amarelo (daí o nome do post) e um belo dia, quando você volta de um dia de serviço, uma lata destrói sua casa (sim, uma lata, jogada displicentemente por algum gigantesco humano)... A partir daí, o submarino passa a ser o seu lar, e você precisa continuar trabalhando para ganhar dinheiro e se manter, esse trabalho inclui  uma série de missões contratadas pelos clãs dominantes.

 

Além das missões, você pode comercializar especiarias entre uma cidade e outra, aonde sempre é bom ver quais artigos são mais baratos em uma cidade e mais caros em outra, para se obter o maior lucro possível.

 

Os gráficos são muito bons para a época que o jogo foi feito, onde você pode jogar com a visão em primeira pessoa (dentro do submarino) ou terceira pessoa, podendo variar os ângulos conforme pede cada missão. A física do jogo também é bastante realista, confesso que nunca entendi porque esse jogo nunca emplacou...

 

Outra coisa muito legal é ficar observando a vida marinha do jogo, há vários tipos de peixes, enguias e tartarugas que você pode seguir e observar, quase que passeando em um aquário, e não é raro você ver um peixe maior atacando um menor (ou até o seu próprio submarino).

 

Existe no jogo, ainda que subjetivamente uma consciência ecológica, ou seja, uma das principais maneiras de se fazer dinheiro é recolhendo e vendendo tampinhas de garrafa, bitucas de cigarro, embalagens de alumínio (as famosas quentinhas/marmitex) e outras tralhas que jogamos na natureza sem nos darmos conta do estrago que isso causa.

Para isso, dependendo do que você vai recolher, você deve equipar o submarino com as ferramentas específicas para tal (um gancho, um imã, um aspirador, etc) e também se armar, porque, como eu já disse, há piratas lá fora e você precisa se defender.

 

 

A variedade das missões é muito boa, existem missões de resgate, escolta, pesca e por aí vai, com o nível de dificuldade bastante variado. Uma das minhas preferidas é uma que eu tenho que plantar uma escuta em um submarino dos Bohines e seguí-lo, reportando aos Prochas suas transmissões de rádio, fazendo o serviço de espião e depois quase provocando uma guerra entre os dois clãs. Mas não pense que você vai ter que escolher um lado, você trabalha para todo mundo que pague o seu preço - Nem sempre serão missões pacíficas, mas o lance interessante é que, quando você está aportado, pode ver as comunicações de tv e e-mails sobre determinada missão, aonde um tal de submarino anônimo pode ser tachado de herói ou de ameaça pública - depende do lado da história.

 

Eu comprei esse jogo quando ainda era novo, joguei várias vezes e ainda tenho ele em um pen-drive para quando bate saudades de jogar algo descompromissado e divertido. Se você tiver a curiosidade de investigá-lo, eu acredito que o abandonia.com tem o download dele. Recomendo.

 

Escrito por Raposo às 14h37
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14/02/2013


 
 

Porque Bento XVI não virá ao Brasil

 

Escrito por Raposo às 10h28
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07/02/2013


 
 

Medusa

 

Medusa

Escrito por Raposo às 17h17
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As Crônicas do Gelo e Fogo

 

As Crônicas do Gelo e Fogo, de George R. R. Martin é uma obra de fantasia que é sucesso absoluto de fãs e crítica.

Como eu costumo ter o pé atrás com tudo o que faz muito sucesso do dia para a noite, comecei a ler o primeiro livro (A Guerra dos Tronos) sem muitas espectativas.

 


Tirando o primeiro capítulo, que narra um incidente com algo de sobrenatural, o resto pareceu bem "medieval" para mim (castelos, reis, cavaleiros, etc).


A trama inicia quando o Rei Robert, rei dos 7 reinos de Westeros, pede ao amigo Eddard Stark, regente de Winterfell (o reino mais ao norte) assuma o lugar da Mão do Rei (uma espécie de primeiro ministro). A partir daí a coisa só degringola.

Cada capítulo dos livros é narrado pela perspectiva de um personagem, e uma vez que você começa a ler, fica muito difícil parar. A quantidade de personagens, lugares e tramas menores que existem na história é absurda, o que contribui para manter a atenção com a história. 

Existem muitas revira-voltas e se tem algo que não se pode falar sobre o autor é que ele tem pena de matar um bom personagem (Morre gente pacas nos livros). Muita intriga e política acontece e, alianças são feitas e desfeitas em curtos espaço de tempo. 

(Gráfico de relacionamento entre as casas - Clique para ampliar)

 

Aos poucos, alguns elementos fantásticos (magia, dragões e afins) começam a fazer parte da história, mas tudo dentro de um contexto muito bem amarrado (o que não quer dizer que por conta da fantasia, a obra seja focada ao público infanto-juvenil, pelo contrário - violência, sexo, infanticídio e incestos acontecem ao longo de toda a história).

Uma coisa que eu gostei muito é que o George R.R. Martin tem a capacidade de criar um personagem realmente detestável, mas que aos poucos ele vai transformando a figura até que você lá pelas tantas, começa a simpatizar e até torcer por ele(s). É o caso de Tyrion Lannister, o melhor personagem da série até agora e do Cão de Caça, que eu estou já simpatizando bastante com ele (pelo menos até onde eu li até agora). Até mesmo a Daenerys (ou Dan), que no começo da história começou como aquela ninfetinha inocente que aparentemente só existia para satisfazer às fantasias sexuais dos nerds depravados acaba por ganhar uma personalidade própria e crescer na história.

 

A HBO lançou uma série excelente e muito fiel à história chamada "Game of Thrones" - o nome do primeiro livro - para quem não tem paciência de ler as mais de 2500 páginas da saga (até agora), eu recomendo... Eu estou acompanhando a série DEPOIS de ler os livros, fica muito mais interessante.

 

Já estou no terceiro livro e sem intenção de terminar aqui (Foram publicados 5 - que eu já comprei - e existe a previsão de mais dois) e dá para escrever por dias sobre a obra toda sem estragar muito o prazer de quem ainda vai ler.  Minha impressão final é: Grande, pesado e imperdível.

 

 

 

Escrito por Raposo às 10h10
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04/02/2013


 
 

Crossovers - Peanuts

Outro dia, eu estava procurando imagens no Google e me deparei com uma bizarra imagem do Snoopy vestido de Homem Aranha, em uma capa de revista clássica, como eu adoro tanto a turma do Snoopy (ou Peanuts, no original) quanto a boa e velha Marvel, resolvi caçar alguns crossovers e dei muita risada com alguns resultados que eu encontrei... Segue alguns dos melhores:

 

Escrito por Raposo às 11h18
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07/03/2012


 
 

RETARDADOS

TODO MUNDO CONHECE UM

Escrito por Raposo às 08h42
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28/02/2012


 
 

Uniformes

São práticos para trabalhar, mas dificilmente vão te render uma paquera.

 

Escrito por Raposo às 08h54
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30/01/2012


 
 

*Os Piratas*

É engraçado como algumas coisas mudam o sentido ao longo dos tempos, por exemplo um Nerd no meu tempo era uym pária social, esbanjava em conhecimentos gerais tudo aquilo que ele não tinha em habilidades sociais.
Hoje em dia, eu já vi um boacado de gente "querendo ser nerd", estudando bastante para ser nerd e popular... Não se estuda para ser nerd... Não nos tornamos nerd... NASCEMOS NERD! (e um nerd popular é uma contradição em termos)


Da mesma maneira aconteceu com os "piratas de computador", hoje em dia é todo mundo que sai copiando e distribuindo (com ou sem lucro) qualquer software que encontra. Quando eu comecei, lá para os anos 80, você piratear um programa consistia em você quebrar o código fonte daquele programa e inserir uma marca sua nele, sem que ele perdesse as funcionalidades. O bom pirata fazia isso sem tirar o nome do desenvolvedor do software, normalmente através de uma tela de apresentação.

Parando e pensando agora, eramos pixadores virtuais.

O engraçado, é que boa parte dos "piratas" da época se conheciam e entre alguns rolava uma certa competição de "quebrar" a tela que o outro colocou (ou pelo menos tentar, aí é que estava o desafio). Apesar da competição, havia uma certa honra entre os piratas, o trabalho de um era respeitado pelos outros.

A parte disso que eu gostava era (obviamente) criar as telas e outros colegas meus cuidavam da parte do código (Normalmente feito em Assembly, uma linguagem de baixo nível que eles programavam diretamente no hexadecimal - coisas que você só tem tempo e disponibilidade de aprender quando se tem 14 ou 15 anos)

É uma pena que eu nunca consegui salvar meus arquivos da época.

Fica aqui o meu tributo aos honrados vândalos de tempos antigos, salve:

EIF e LAF
The Evil Sock
Apple Mafia
* Os Piratas * (M.Alavasi & Ivan)
FEFA Apple (Softbusters Sucks!)
Softbusters (Charlie Brown & Parafa - FEFA Sucks!)
Mr.Clean
EMT
Hot Rod (Que quebrou a clássica tela do Captain Goodnight)

 Gone but not forgotten!

(Perdão aos que não foram citados, uma hora eu reviso a lista)

Escrito por Raposo às 09h00
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Eu Sou o Número Quatro

Estava zanzando pela Americanas esses dias quando vi em um saldão o livro "Eu Sou o Número Quatro" por R$ 17,00, como eu ainda não havia visto o filme e é consenso que os livros costumam ser melhores do que os filmes, resolvi ler o livro para poder criticar o filme com mais vontade (Às vezes me sinto como o Waldorf ou o Statler, os dois velhos do Muppet Show).

A idéia básica do livro, é arranjar um equivalente masculino à saga Crepúsculo, só que ao invés de vampiros sedutores e lobisomens bad boys, a história conta com alienígenas.

Para você que não leu o livro nem viu o filme e não quer ter a história estragada por mim, essa é a hora em que você para de ler este post.

Imagine um planeta chamado Lorien, onde existem duas espécies vivendo em harmonia, os Gardes e os Cepans. Os gardes desenvolvem poderes especiais depois de uma certa idade, que, se estivessem no universo Marvel seriam chamados de mutantes (ponto 1 para a originalidade). Os gardes, aparentemente têm coisas mais interessantes para fazer com esses super poderes do que ficar educando os filhos, então deixam essa parte das fraldas e educação para os cepans, que aparentemente são humanos normais. (talvez eles vivam mais do que nós, os gardes eu sei que vivem até uns 400 anos).

Corria tudo bem até que uma raça alienígena malvada (os Mogadorianos) resolveu aparecer no planeta Lorien e acabar com todo mundo. Praticamente conseguiram, os Lorienos só tiveram tempo de pegar 9 crianças Gardes e mandar para a Terra com seus respectivos cepans (Imagino se um desses 9 se chama Kal-El).

Para a segurança das crianças, um feitiço foi jogado nelas onde elas só poderiam ser mortas em seqüência, caso contrário o atacante sofreria os danos que ele tentasse infligir. (Que se dano o número um, ninguém mandou ser o priomeiro da fila)

o livro e o filme (pelo que eu sei) começam com o tornozelo do número quatro queimando com 3 marcas, sinal de que seu antecessor morreu e ele é o próximo da lista. A partir daí ele e seu cepan se mudam para uma cidadezinha fim de mundo chamada "Paradise".

Não é um mau livro, a leitura é fácil e rápida, mas não reserva grandes surpresas (pelo menos não é aquele monólogo monomaníaco-adsolescente-açucarado que é a saga crepúsculo).

Uma vez que trilogias, quadrilogias e afins estão em alta, esse livro foi escrito como o começo da saga "Os Legados de Lorien", onde devem aparecer mais 2 ou 3 seqüências. Admito que tenho um pouco de saudades do tempo que quando você lia um livro ele contava uma história com começo, meio e FIM. Uma coisa é você ter mais de um livro com um (ou mais) personagens em comum - só para citar um, os livros de hercule Poirot, da Agatha Christie. O fato das histórias terem o mesmo personagem, não implica na obrigatoriedade de você sair comprando o resto da saga para saber como termina.

Espero que, uma vez que é só a primeira parte de uma saga maior, o povo faça os outros filmes (ao contrário do que fizeram com Eragon e A Bússola de Ouro cujos filmes não empolgaram tanto o público e tiveram suas seqüências canceladas)

Volto nesse assunto assim que assistir ao filme.

Escrito por Raposo às 08h55
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26/01/2012


 
 

Filosofia Nerd (2)

US Robotics ? Para que ? Meu Zoltrix é óti-@#^%#$!#4455%...

Escrito por Raposo às 10h54
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