Moebius Path

Telonas e Telinhas


28/02/2012


 
 

Um Faroeste estrelado pelos Thundercats


Existem algumas frases que são devastadoras em sua simplicidade, essa é uma delas.

Lembro-me que tinha acabado de assistir Avatar no cinema quando me deparei com a frase que batiza este post. Fiquei bastente revoltado, afinal, Avatar foi disparado o filme mais espetacular que eu havia visto até o momento (e por enquanto, para mim, ele continua sendo)

É a obra-prima de James Cameron, levou 10 anos para ser concluído e é o filme mais caro já produzido até agora... O filme fala sobre o conflito entre a raça humana, representada basicamente por uma grande corporação, militares e meia dúzia de cientistas e os Na'Vi, uma raça humanóide que vive no distante planeta Pandora (que na verdade é uma lua).

O que levou o povo se arrastar para o outro lado do universo é um metal chamado "Unobtainium", que é para o filme, uma espécie de supercondutor de valor estupidamente altíssimo. Claro, esse metal aparentemente só existe em Pandora e os Na'Vis moram em cima da maior das jazidas desse metal.

Os cientistas querem arranjar uma solução pacífica, tentando respeitar a primeira espécie de vida inteligente que a humanidade tem notícia, a Corporação quer uma solução rápida e os militares querem "baixar o sarrafo".

O filme começa quando Jake Sully (Sam Worthington) é chamado para fazer parte do programa Avatar (a vaga era do ser irmão gêmeo, mas como ele morreu coube a Jake assumir o contrato). O projeto envolvia uma espécie de "controle remoto" de uma espécie de clone Na'Vi, para facilitar a interação entre humanos e nativos.

Apesar de uma série de trapalhadas, Jake é acolhido pelos Na'Vi e começa a conhecê-los melhor. Claro, o cara aprende uma série de coisas que vão despertando a consciência ecológica dele (e da gente) enquanto ele azara a "filha do cacique".

O chefe do cara, um coronel casca-grossa, fica puto da vida (e com razão, você contrata um cara para fazer um trabalho e ele fica de sacanagem por aí).

Basicamente o que dá para falar sobre o filme sem estragar muita coisa é isso. Recentemente eu assisti a edição de colecionador em DVD (Aquela edição tripla com um Blue-Ray extra) e, sinceramente, as cenas extras acrescentam quase nada à história.

É disparado o filme mais bonito que eu vi até agora, praticamente impossível você postar imagens que façam jus ao filme. Quanto ao "batido da história", bem contra o mal, mocinhos x bandidos, corporações x meio-ambiente, tudo depende de como ela é contada. As 3 horas de filme passam voando, os personagens são bem construídos (e você invariavelmente vai torcer pelos índios).

 

Escrito por Raposo às 14h29
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12/01/2012


 
 

Capitão América

 

 

Este final de semana assisti mais uma vez ao filme do Capitão América. Durante muito tempo, eu desprezava o personagem, basicamente por ser o Capitão América, o bandeiroso garoto propaganda dos Estados Unidos (e, por muito tempo, ele o foi).

Com o passar do tempo, os roteiristas resolveram tratar o Sr. Steve Rogers (também conhecido por Capitão) com mais respeito. Ele sempre foi aquele herói exemplar, bom moço, com conduta e linguajar impecável, mas basicamente porque ele vem de outra época.

Ele viveu no Bronx muito antes do bairro ganhar a má fama de ser barra pesada. Muito do pessoal que lê as histórias do Capitão se perguntam porque ele não sai "chutando a lata" como o Wolverine e outros heróis...

Como eu disse, ele é de outra época (e foi criado para ser visto como um modelo a ser seguido, e isso, na década de 40 era uma honra e uma grande responsabilidade) e antes de imaginar que se você fosse ele, agiria de maneira muito diferente, pense: "Se meu avô fosse ele, como ele agiria?" - Outro tremendo ponto negativo para o pobre Steve é que ele foi congelado por décadas e perdeu todo o avanço tecnológico e retrocesso social que tivemos (embora, admito que em alguns pontos a sociedade realmente evoluiu) - Ah, e claro, quase todo mundo que ele conheceu, está morto.

Saindo do personagem, caindo para o filme: Quando soube que o Chris Evans seria o Capitão América, não gostei. O cara é o Tocha Humana no Quarteto Fantástico, Hollywood está tão carente assim de atores que vai começar a "repetir figurinhas"? Entendo Hale Berry ser a Tempestade e a Mulher Gato e Ryan Reinolds ser o Deadpool e o Lanterna Verde, afinal são dois universos diferentes e eles não vão se esbarrar por aí.

Não gosto, mas entendo que o Ray Stevenson interpretando o Justiceiro, nunca vai cruzar com Volstag, o Volumoso.

Foi feito um belo trabalho, transformando um franzino Steve Rogers de 40 kilos em um Super-Soldado de (acredito eu 1,90m) o pessoal da computação gráfica fez hora extra encolhendo o Chris Evans.

No elenco tem bastante gente boa, o Tommy Lee Jones (Sou fã desse cara), Hugo Weaving, como o Caveira Vermelha (excelente escolha para o vilão), Stanley Tucci como o Dr. Erskine - Foi uma surpresa bem positiva para mim - uma vez que eu só lembrava dele em "O Diabo Veste Prada" e "Dança Comigo" - Ficou bem interessante fazendo um papel sério. E um bocado de gente nova de seriados e filmes recentes.

Não vou contar a história do filme, basicamente porque segue a linha da origem do personagem, que foi muito bem retratado, passando por várias fases e mostrando até a evolução do escudo clássico para o redondo. Um ponto que a Marvel quis mudar é que o parceiro mirim do Capitão América (Bucky Barnes) não seria mais "mirim" - Tudo bem que era moda na época um parceiro mirim para os leitores mais jovens terem com quem se identificar... Mas levar um moleque para o front da 2ª grande guerra é uma idéia bizonha.

Porém, para os Uber-Nerds de plantão, tem alguns detalhes interessantes que vale nota:

1 - Em determinada hora, aparece Steve Rogers desenhando - Quem não acompanha a os quadrinhos não deve saber que ele é um excelente desenhista (Colossus dos X-Men é outro)

2 - Howard Stark (o pai do Tony "Homem de Ferro" Stark faz uma apresentação de um carro voador do futuro que "deu pau" - Me veio à mente na hora a apresentação do Windows 98)

3 - Em uma panorâmica pela feira de tecnologia da Stark, aparece um tubo com o "Homem Sintético de Phineas Horton", que para quem é da velha guarda, sabe que é o tocha humana original, um androide criado pelo Dr. Phineas Horton que inexplicavelmente entrava em combustão em contato com o ar.

4 - Em sua primeira aparição, o Dr. Arnim Zola (Toby Jones) aparece em um monitor de vídeo que fez com que os nostálgicos lembrassem na hora do Arnin Zola sintético, com a cara aparecendo em um monitor e uma "webcam" na cabeça.

5 - O Caveira Vermelha e o Cubo Cósmico

6 - O Comando Selvagem (com direito a Dun-Dun Dungan)

7 - O Capitão América esmurrando Hitler (a mais clássica das capas de gibi depois do Super Homem levantando o carro)

8 - A pintura do escudo arranha (nunca entendi como isso nunca acontecia nos quadrinhos)

9 - A cena pós-créditos que já virou costume a Marvel colocar em seus filmes

10 - Para variar, o Stan Lee perdido no meio do filme

Para quem não conhece (e normalmente não gosta do personagem por pura implicância ao estilo "bandeiroso" dele) pode ser uma bela oportunidade de assistir a um bom filme de ação e conhecer melhor um dos grandes ícones dos quadrinhos.

 

Escrito por Raposo às 08h05
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19/12/2011


 
 

B.P.Richfield

 

Durante um bom tempo, a Família Dinossauro foi um dos meus programas prediletos... O programa era engraçado questionava um monte de aspectos da nossa família e sociedade.

Difícil lembrar do programa sem que alguem cite o Baby com o seu incansável "Não é a Mamãe! Não é a Mamãe!!", mas ao contrário da maioria das pessoas, meus personagens prediletos da série não estavam entre os Silva-Sauros: Um deles era o Roy, basicamente porque ele era um imbecil, o outro era o Sr. Richfield, chefe do Dino.

B.P.Richfield era o chefe do Dino e do Roy na WeSaySo (Que eu não me lembro do nome em português), ele era um triceratops engravatado dentro de um pequeno trailer e ele instigava pavor nos corações dos outros dinossauros.

Ele é o estereótipo do chefe sacana, grita com os funcionários, paga todo mundo mau, é irônico e maldoso e ainda assim, é possível achar graça dele. Já tive alguns chefes como ele, e tenho certeza que ainda terei mais alguns (por incrível que pareça essa categoria de dinossauro engravatado ainda vaga por aí, passando kilômetros longe da possibilidade de extinção)

Em um dos diálogos que eu lembro dele tinha a seguinte passagem:

[Sr. Richfield]: - "UM AUMENTO?? POR QUE EU TE DARIA MAIS DINHEIRO???"

[Dino da Silva Sauro]: - "Eu tenho uma família grande, preciso de mais dinheiro para sustentá-los..."

[Sr. Richfield]: - "E EU TENHO CULPA DA SUA FAMÍLIA SER TÃO GRANDE???"

[Dino da Silva Sauro]: - "Não senhor, mas..."

[Sr. Richfield]: - "A MEU VER, VOCÊ NÃO PRECISA DE MAIS DINHEIRO, E SIM DE MENOS FAMÍLIA!!"

Que atire o primeiro fóssil quem nunca teve um chefe assim...


Escrito por Raposo às 15h44
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01/12/2011


 
 

Contra o Tempo

 

Contra o tempo (Source Code)



Eu assisti a esse filme no último fim de semana (DVD) e confesso que estava meio que com um pé atrás.


A trama gira em torno de um processo que permite que uma pessoa reviva os últimos 8 minutos de outra pessoa que morreu durante um atentado terrorista, com a intenção de descobrir quem o autor do atentado.

O fato é que eu já vi isso em Deja-Vu, com o Denzel Washington (e entre o Denzel Washington e o Jake Gyllenhaal, sou mais o veterano).


Assistindo ao filme, algumas diferenças começam a surgir, por exemplo, em Contra o Tempo, o processo pode ser repetido inúmeras vezes, tentando vários enfoques diferentes enquanto em Deja-Vu o processo de investigação era linear, com uma margem de 4 dias atrás, enquanto Contra o Tempo permite realizar o processo várias vezes, sempre dentro daquele limite de tempo.


O filme é ágil e apresenta algumas sacadas muito boas, as quais não vou fal

ar para não estragar algumas surpresas.

O resultado final agrada bastante, o conceito apesar do Deja-Vu é na medida do possível original e me arrisco a dizer que poderia até ser melhor aproveitado (talvez o seja no caso do povo resolver fazer uma continuação).

Recomendo.


** Nota pessoal: Refletindo sobre o filme, a conclusão que eu chego é que professor é uma raça que só se ferra.

 

Escrito por Raposo às 17h21
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02/09/2011


 
 

Aliens goes Buttman??!

Cuidado, eu posso estragar seu filmeQuando saiu, a Bruxa de Blair foi um filme que causou um bocado de polêmica. Todo aquele lance de dizer que a história foi montada a partir de fragmentos de filmagens, que a equipe tinha desaparecido e de usar somente meia dúzia de ilustres desconhecidos deixou muita gente intrigada na época. Um colega meu de trabalho acreditava até a pouco tempo atrás que era tudo verídico...

Este estilo, de sair com uma câmera na mão, filmando a muvuca, sem enquadramento, no meio da gritaria e pânico passava a sensação de estar no lugar, vivenciando aquela crise... Cloverfield foi outro filme que se aproveitaram da idéia. E em uma escala um tanto menor os dois últimos filmes de ficção que assisti: Skyline e Distrito 9.

 

 

Skyline - A Invasão

Tudo bem, eles não saem com uma câmera filmando tudo o que aparece pela frente como fazem em Cloverfield e Bruxa de Blair, mas a história toda é focada em um grupo reduzidíssimo de pessoas e a câmera muitas vezes funciona como nos filmes citados. Skyline, lamento dizer, é um dos filmes que falham mais miseravelmente que eu já assisti... Para começar, a originalidade... Não há absolutamente nada de novo no filme. "Discos Voadores" abduzindo pessoas no meio da cidade em fachos de luz é algo que eu via em "Defender" - Um vídeo game da década de 80 do Atari. Sondas alienígenas entrando em casas e apartamentos à procura de vítimas humanas são mais do que comuns desde a "Guerra dos Mundos" (Tanto o original quanto a refilmagem do Spielberg), e a idéia dos alienígenas roubarem nosso cérebro para usá-los em seus robôs (ou o que quer que seja aquilo) foi usada em "trocentos" filmes de ficção de classificação "B" para baixo das décadas de 50 e 60 (auge da guerra fria). Os personagens são gente que saiu de algum buraco barra-pesada que se eu falar que é algum gueto ou favela vão cair matando em cima do meu couro dizendo que estou discrimunando alguma minoria (que na verdade, para mim, é maioria). Um dos dois amigos se deu bem na vida e conseguiu algo que para nós seria equivalente a um apê na Barra da Tijuca, enquanto o outro continuou morando na Baixada Fluminense. Segue um bocado de stress, gente feia e tosca para um final que talvez, e só talvez, serviria para alguma revista em quadrinhos, se já não tivesse batido. Se você ainda assim resolver assistí-lo, gostaria de saber se sou só eu ou se o filme é ruim mesmo.

 

 

Distrito 9

Em inglês, o termo "Ilegal Alien", que para nós soa como "Alienígena Ilegal" é usado para descrever imigrantes ilegais. Claro que isso vira-e mexe é usado com duplo sentido. O filme produzido por Peter Jackson conta a história de uma grande espaçonave que "encalha" em Johannesburgo (África do Sul) e de repente mais ou menos dois milhões de alienígenas estão habitando o nosso planeta, claro que discriminadose segregados em condições sub-humanas. O filme começa com entrevistas de como a população faz para conviver com os "Ilegal Aliens" e, graças ao duplo-sentido que eu mencionei anteriormente o povo rasga o verbo (vários depoimentos foram reais, só que falavam de imigrantes que fugiam de guerras em seus países e buscavam refúgio na África do Sul). O começo do filme é montado como um documentário, onde o narrador - Wickus Van-Der-Qualquercoisa - uma criatura desprezível - entrega intimações para que os "Camarões" - termo pejorativo que eles usam para se referirem aos alienígenas - se mudem daquela favela para uma espécie de campo de concentração. Claro que há alguma violência gratúita e um bocado de coação. Wickus é um pentelho e mau-caráter, que acaba sendo infectado por alguma substância desconhecida por nós e aí o caldo entorna para ele.

 

Distrito 9 é um filme feio de se ver, sujo e pesado. A ficção é só um pano de fundo para mostrar o que a humanidade tem de pior. É fácil ver as situações no jornal e na TV. Racismo e corrupção são duas grandes marcas da nossa civilização e isso nos é colocado de forma bem clara. Ao contrário do Skyline, eu recomendo esse filme, embora acredito que pouquíssimas pessoas o verão pela segunda vez.

 

Conclusão: Eu sei que eu comecei citando a Bruxa de Blair para esse tipo de filme com pouquíssima história (pelo menos na minha opinião), onde o principal é o espectador vivenciar os sentimentos e as situações como se estivesse nelas. Mas quem eu queria citar na verdade, era um cinegrafista já fazia dessas com uma câmera e nenhum ensaio e fez fortuna gravando pornôs de baixa-qualidade que inexplicavelmente faziam sucesso... (sim, o Buttman, daí o título do post).  Oh my God.... Aliens goes Buttman!!!

Escrito por Raposo às 00h06
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03/06/2011


 
 

Quadrinhos na telona: Thor

 

Thor

Eu devia ter postado sobre o Thor semanas atrás, quando vi o filme, mas antes tarde do que nunca...Riso

 

Thor foi um filme que me surpreendeu, basicamente por dois motivos:

1- Eu fui ao cinema sem esperar muito sobre ele.

2- Foi o primeiro filme 3d que eu assisti.

Quanto ao primeiro motivo, Thor nunca foi um dos meus personagens prediletos, sempre acompanhei as aventuras do Deus do Trovão (às vezes com boas sagas, às vezes nem tanto) e quando eu soube do filme, foi sob a forma de crítica ("Puseram um surfistinha para fazer o Thor, tinha que ser um cara grande, truculento, afinal, o Thor peitava o Hulk de igual para igual") e algumas coisas afins... Resultado: Não procurei nada na internet antecipadamente, não vi material promocional nem nada do tipo, o que foi excelente.

 

Algumas coisas do filme não foram bem como eu imaginaria que fosse, por exemplo, com todo o fanatismo religioso que vemos por aí, é um bocado arriscado se fazer um filme heróico sobre deuses de uma religião extinta, por isso essa questão acaba "contornada" dizendo que os Asgardianos são imortais de outro plano dimensional que quando visitaram a terra, foram confundidos com deuses (Indeciso), tudo bem, vamos tentar agradar o máximo de pessoas possível.  Outra coisa que eu não gostei muito foi a maneira com que Asgard foi retratada. Nos quadrinhos é feita a menção a ela como a "Cidade Dourada", mas levaram isso meio que ao pé da letra demais e a coisa toda ficou exagerada para o lado Blade Runner na Sapucaí, o que me leva à Bifrost, ou, como a maioria conhece, a "Ponte do Arco Íris"... Não vou descrevê-la aqui, vou apenas dizer que não concordo da maneira como ela foi idealizada no filme (claro, se alguém discordar de mim, é um bom tópico para debates). Por fim, a última coisa que eu estranhei no filme foi a ausência de "Balder, o Bravo", o mais gentil dos deuses, etc, etc... Tudo bem que da última vez que eu o vi nos quadrinhos ele havia deixado Asgard para viver com Karnilla, a rainha das Nornes, mas não me lembro mais se na época ele havia morrido ou não - De repente ele está reservado para outro filme.

 

Os três guerreiros

Agora os pontos bons: Quanto à história, muita coisa clássica do Thor estava lá, o orgulho e a arrogância da juventude, o exílio em Midgard (ou, como nós pobres mortais chamamos: Terra), os Gigantes de Gelo, o "Sono de Odin" e até o Destruidor está por á também. Apesar das armaduras estarem meio "século XXI", os personagens estão muito bem caracterizados, o Thor está mais voltado para o universo Ultimate da Marvel, mas Lady Sif, os Três Guerreiros e Odin estão impecáveis (por incrível que pareça imaginei "Sir" Anthony Hopkins como Odin quando assisti Beowulf - tem poucos artistas hoje em dia que eu acredite que pudesse emprestar tanta dignidade ao Pai dos Deuses), o único que eu achei estranho a primeira vista foi Heindall, mas logo a gente acostuma.

Jane Foster não era mais médica, mas deu um jeito de "disfarçar" Thor de Donald Blake (Gostei quando isso aconteceu) e Loki também estava muito bem caracterizado, embora eu achasse que ele deveria ser um pouco mais cruel do que foi... Vou parar por aqui para não estragar o barato de ninguém, quanto ao 3D, pelo que eu percebi, esse filme não deve ter sido filmado em 3D, e sim adaptado, por que tem muita coisa nele que poderia ter alguma profundidade e não teve, mas tudo bem, falo sobre isso outra hora. Agora é esperar pelo filme dos Vingadores. ("Thor will return Avangers")

Escrito por Raposo às 09h29
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20/04/2011


 
 

Quadrinhos na telona: Super-Homem

 

A parceria entre cinemas e quadrinhos já é antiga, desde a década de 30 que os fãs já podiam ver seus heróis de papel tomarem vida (Flash Gordon que o diga).

 

Desde que começou, a produção de filmes dessa linha nunca foi tão intensa quanto na última década. Aquilo que começou com os grandes estúdios de Hollywood tendo a "brilhante" idéia de lançar filmes para um público cativo (e por que não dizer fanático) , mas a interferência dos estúdios nos roteiros, visual do filme e em uma série de elementos para seguir uma tendência mais "comercial", acabou desagradando os fãs e a coisa toda evoluiu para que as editoras como Marvel e DC montassem seus próprios estúdios e produzissem filmes mais fiéis à concepção original dos heróis.

 

A lista de filmes adaptados a partir dos quadrinhos é enorme (com, inclusive, várias seqüências), portanto vou abordá-la aos poucos.

 

Super Homem


O Super Homem foi vivido originalmente por George Reeves, em "Superman and the Mole-Men" de 1951 e depois na série de 1952, "As Aventuras do Super-Homem", ambos para a TV, mas foi só em 1978 que o herói "decolou" para os cinemas.

George Reeves

Super-Homem - O Filme, trazia na direção Richard Donner, Christopher Reeve no papel principal e nomes como Gene Hackman (Lex Luthor) e Marlon Brando (Jor El). O filme conta a história desde a explosão do planeta Krypton até a ida de Clark Kent de Smallville para Metrópolis, onde ele salva a vida da abelhuda reporter Lois Lane algumas vezes e o mundo ocasionalmente.

 

De toda a franquia de filmes do Super-Homem, este é o que eu mais gosto (basicamente porque ele mostra o herói como ele realmente é: um escoteirão indestrutível, sempre pronto para ajudar todo mundo).

Christopher Reeve

O segundo filme é bem inferior, embora não chegue a ser ruim (o ponto interessante é a presença do General Zod, que escapou de seu exílio da Zona Fantasma com seus dois asseclas). Depois disso a qualidade dos filmes seguintes despencou até que o Super Man caiu no esquecimento. Em 1995, um acidente de hipismo deixou Christopher Reeve tetraplégico, acabando com as esperanças de reavivar o personagem.

 

Com a alta do gênero de filmes de super-heróis na última década, o estúdio Warner lançou em 2006 "O Retorno do Superman", com Brandon Routh no papel do último filho de Krypton. Ponto para este filme, porque ao invés de "zerar" a cronologia e contar tudo de novo a origem que o Lex Luthor já está careca de saber, o filme conta a história como se o Super Homem tivesse passado um tempo exilado no espaço e o mundo seguisse sua vida sem o herói. Uma curiosidade: Nas cenas que se passam na Fortaleza da Solidão, os hologramas de instruções post-mortem de Jor-El ganham um  sentido mais profundo, uma vez que Marlon Brando faleceu em 2004 e teve que ser recriado digitalmente. Como ponto negativo, muita gente não gostou muito do rumo que seguiu a vida da reporter Lois Lane, mas eu, particularmente, nào vi nada de errado.

Brandon Routh

Agora é torcer para que no próximo filme o povo não "deixe a peteca cair".

 

Escrito por Raposo às 10h23
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23/11/2010


 
 

Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 1

 

Normalmente eu gosto de postar sobre filmes, jogos e músicas antigas, mas neste caso eu devo abrir uma excessão.

Quando eu ouvi a primeira vez que o último episódio da saga seria dividido em dois filmes eu fiquei contrariado. Eu conheço a saga somente pelos filmes (embora minha esposa tenha os sete livros - uma hora eu os pego para ler) e tenho plena noção de que dificilmente se transfere o conteúdo integral de um livro para um filme.

Pelo que eu sabia do livro, ele tem uma parte extremamente chata que é quando os três principais fogem e se escondem no mundo dos "trouxas", muita reflexão e encheção de lingüiça até a história engrenar de novo. Se boa parte do último livro retratava essa passagem, porque a necessidade de divivir a história em dois filmes? Isso, na minha humilde opinião, abre um precedente já anunciado pelos produtores da chatíssima série "Crepúsculo" de dividir o capítulo final da saga em dois filmes (de novo em minha humilde opinião, quase que a saga toda poderia ser colocada em um filme só - digo isso porque tive a infelicidade de lê-la na íntegra - Os fãs que me perdoem, mas falo mais mal de Crepúsculo e companhia em outra ocasião).

 

 

Bem, voltando à saga de J.K. Rowlin, fui ao cinema com as espectativas baixas e tive uma bela surpresa: O filme é bom, começa pesado e é agitado na maior parte do tempo (a parte que no livro se arrasta, é um pouco mais tranqüila no filme também, mas isso serve para dar um pouco mais de consistência aos personagens.

Uma outra coisa que eu gostei muito foi a melhora na apresentação dos elfos domésticos (Dobby e Monstro). Dobby aparece inicialmente no segundo filme e Monstro no quinto, neste ambos aparecem com texturas muito mais realistas e expressões mais suaves.

Não há - pelo menos que eu tenha notado - pontas soltas na edição do filme (Por exemplo, no quinto filme - A Ordem da Fênix há alguns erros de edição que eu achei grosseiros e me estragaram muito do filme).

Para eu não revelar mais nada sobre o filme, fecho dizendo que é um excelente programa e até agora o melhor da série. Quando saí do cinema estava com voltade de assistir o filme de novo para poder curtí-lo como merece e aguardar o capítulo final.

 

Escrito por Raposo às 01h38
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21/09/2010


 
 

10 músicas que roubam a cena

Algumas cenas de cinema são inesquecíveis, seja pela grandeza ou pela simplicidade. Eu sou particularmente fã daqueles momentos em que a trilha sonora toma conta da cena, complementando e marcando aquelas imagens na nossa memória. Eu separei uma lista de 10 desses momentos que me marcaram e o porquê disso.

 

Atenção, alguns fatos dos filmes citados são contados, leia esta postagem por sua conta e risco.

 

 

 

 

10 - Sea Biscuit - Alma de Herói

O momento que acontece após a corrida de Sta.Mônica, em que o jóquei interpretado por Tobey Maguire alcança uma certa "serenidade" e através dela vence sua primeira corrida. Esta mudança no estado de espírito com o crescente da música é, na minha opinião um dos momentos altos do filme.

9 - Keoma

Keoma é um faroeste de 1976 estrelado por Franco Nero em que um pistoleiro mestiço que se revolta contra seu pai e seus meio-irmãos para salvar sua cidade. Óbvio que o ponto alto da trilha sonora é o que antecede o duelo final. (Todo faroeste italiano tem que ter um duelo final) Com um belo arranjo de violão e duas vozes contrastando entre si. Eu vi esse filme a primeira vez na televisão lá pela década de 80 e tenho que dizer que foi uma das trilhas sonoras mais difíceis de se conseguir (Consegui quase 20 anos depois de ter visto o filme)

8 - Mais Estranho que a Ficção

Confesso que esse não foi um filme que me agradou muito, mas em determinado momento do filme o personagem de Will Ferrell percebe o seu papel na história e sabe o que seu destino lhe reserva. Essa cena acontece enquanto toca "La Petit Fille de la Mer", uma das minhas músicas prediletas do músico grego Vangelis. Fez valer o filme.

7 - Rollerball (2002)

Tem dois momentos nesse filme em que a música se destaca. O primeiro é quando um dos jogadores é atacado covardemente o astro do time (Johnatan, interpretado por Chris Klein) soca o vidro próximo ao guitarrista que entende o momento e começa um pesado solo para "levantar os ânimos". O segundo momento é quando estoura a revolução, onde a música densa de Eric Serra e as imagens descontinuadas do que está acontecendo casam perfeitamente. Sou obrigado a dizer que em matéria de filme, o original de 1976 é melhor, mas ainda assim, vale essas duas cenas.

6 - Sr. e Sra. Smith

É um filme entre ação e comédia que eu gosto muito. Gostei muito da escolha da música para o tiroteio final, que era a mesma música que tocava quando eles se conheceram (Joe Strummer & The Mescaleros - Mondo Bongo), batendo naquela máxima que diz que no final, você tende a se lembrar do começo e a seqüência termina com a frase "Nobody said it was fair"... (Ninguém disse que era justo)

5 - Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Essa seqüência só não teve uma posição mais alta no ranking porque ela não está no filme (Eu achei-a nas cenas excluídas do DVD duplo). Na cena aquele professor baixinho rege o coral ao mesmo tempo em que uma tempestade se forma sobre Hogwarts. A cena toda é belíssima, pena não aparecer no filme.

4 - O Último dos Moicanos

A primeira vez que assisti ao filme, fiquei de queixo caído quando Daniel Day Lewis parte para resgatar a loirinha do índio com cabelo moicano (Na verdade, os moicanos eram outros, mas isso não vem ao caso agora) e começa a música de violinos no estilo irlandês, crescendo a medida que a cena se desenrola e as paisagens vão ficando mais grandiosas. Vale a pena conferir.

3 - Tubarão

Não existe ninguém que não prenda o fôlego ao ouvir os primeiros acordes de violoncelo da música tema do filme. Aquele som grave que vai ficando mais alto e mais rápido com a proximidade do mal-compreendido peixão traumatizou muita gente da minha geração (e acredito que de outras também). Medo em seu estado mais primitivo.

2 - O Império Contra-Ataca 

Nenhum nerd que se preze pode se auto-proclamar assim se nunca se imaginou em passos pesados entrando em algum lugar ao som da Marcha Imperial, de John Willians (curiosamente, o mesmo autor da trilha de Tubarão). A cena em que Darth Vader desembarca em frente às tropas imperiais perfiladas ficou cravada na mente de todo bom fã de ficção justamente pela música que transmite imponência e maldade.

1 - Conan, O Bárbaro

O filme começa com uma narrativa do velho Mako (que segundo um amigo meu, quando não é um feiticeiro, ele só aparece para morrer no filme - em Highlander 3 foi os dois, mas isso é outra história) e depois, literalmente, rufam os tambores. A trilha sonora, composta por Basil Poledouris era prevista para ser inteira heavy metal, mas acabou sendo feita totalmente instrumental, no estilo Carmina Bourana (de Carl Orff), o que na minha opinião deixou-a espetacular. Não ouso dizer um momento predileto porque eu acho-a, na minha peculiar opinião, impecável, ao ponto de se identificar cada cena do filme ao se ouvir a trilha sonora. Essa é uma que eu tenho o bom e velho LP, o CD original com faixas bônus e um especial baixado em Mp3 com a narração do Mako no início. Trilha obrigatória para os amantes de boa música.

Escrito por Raposo às 23h56
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18/09/2010


 
 

The Big Bang Theory

 

 

O mundo nerd nunca foi tão bem retratado quanto em uma série da Warner Channel chamada "The Big Bang Theory". A série conta a história de quatro amigos (Leonard, Sheldon, Howard e Raj) e o quanto a vida deles muda quando Penny (Uma bela e loira garçonete com aspirações a atriz) muda para o apartamento ao lado do deles. As situações criadas são hilárias, porque ela é tão alienígena para eles quanto eles para ela. Sheldon, o mais inteligente do grupo é o protótipo do supernerd, físico teórico, metódico, especialista em praticamente tudo, exceto interação com outros seres humanos é o mais impagável. A série é cheia de referências que meros mortais nem sequer desconfiam do que se trata, como a noite do vídeo-game antigo em que eles iriam jogar "Zork", um adventure em texto que eu joguei na década de 80 em um velho apple][+ ou discussões sobre quadrinhos/filmes. Confesso que ao longo da minha vida já manifestei características de cada um deles (e ainda manifesto). Quem ainda não conhece e tiver chance, eu recomendo  Muito felizMuito felizMuito felizMuito felizMuito feliz.

Escrito por Raposo às 18h04
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10 conselhos para sobreviver em um filme policial

Difícil existir gênero de filme mais cheio de clichês que os policiais. Os roteiros e enredos em geral são únicos mas a forma com que as histórias são contadas parecem sempre as mesmas, quem viu um, viu todos.

   1. Nunca, nunca; mas nunca aborreça o Clint Eastwood ou o Charles Bronson.

   2. Nunca se aposente ou, ao menos, não diga a ninguém.

   3. Não seja negro. Se for, faça o possível para que ninguém se dê conta.

      Exceção: Se você for Will Smith ou Denzel Washington, tudo bem ser negro.

   4. Se for latino-americano, faça o mesmo que o negro.

   5. Se é um machão caucasiano, consiga um parceiro negro ou latino-americano.
      Anexo temporário: Se não tiver nenhum, escolha um novato. Os novatos atraem as balas.

   6. Se mais de dez sujeitos com metralhadoras atiram em sua direção, simplesmente corra e pule no chão na primeira esquina. Todas as balas atingirão o solo a poucos centímetros de seus pés sem lhe causar nenhum dano. Salvo se você for negro ou latimo-americano; quando então será costurado pelas balas.

   7. Se você for o bandidão, nunca conte a ninguém o seu plano de como matar o mocinho. Simplesmente mate-o, o cinema está precisando de mais finais infelizes.

   8. Se você for o mocinho, vista se a paisana. Policiais de uniforme sempre morrem.

   9. Se não for o mocinho, seja sempre muito engraçado e faça piadas sem graça de tudo e todos. O personagem piadista sempre costuma sobreviver, geralmente enfaixado ou baleado, para dizer algo idiota no final do filme.

  10. Tenha em conta a Lei Fundamental da Pontaria, segundo a qual:
         1. O herói tem mais pontaria que os bandidos e é imune às balas.
         2. Os vilões, em compensação, têm melhor pontaria que os amigos bonzinhos do mocinho.
         3. Os latinos, negros e novatos não tem pontaria pois suas armas insistem em falhar.
         4. Em conclusão, se num tiroteio você não é o herói, se esconda.

Escrito por Raposo às 01h22
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16/09/2010


 
 

Sith Happens

Escrito por Raposo às 01h19
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