Jean-Auguste-Dominique Ingres

Auto-retrato

Jean-Auguste-Dominique Ingres Construiu sua reputação com retratos, apesar de acreditar que a pintura o traria eterno reconhecimento. Tendo vencido o Prix de Roma, ele viveu na Itália por dezessete anos, voltando a Paris em 1824. Lá, pouco encontrou em comum com seus contemporâneos franceses, os quais nesses anos, tinham "respirado a atmosfera do Romantismo". Ingres chamava seu jovem rival, Delacroix, "O Apóstolo da Feiúra". Em retaliação, Delacroix declarou que Ingres "não tinha imaginação alguma". Na verdade, Ingres não tinha instinto para a narrativa e seus trabalhos sofreram por isso. De perto, há uma massa de informação, mas sem energia entrelaçada.

Ele tinha uma mentalidade burguesa e, ainda assim, sua obra revela, como admitiu Baudelaire, "Uma natureza profundamente sensual". Essa é a razão pela qual Ingres é tão admirado. Suas telas são pintadas com surpreendente presença física e ele aprecia cada detalhe das roupas e jóias de suas ricas irmãs.

Um exemplo supremo é Madame Moitessier em seu vestido florido, que levou doze anos para ser pintado. Sua jovem filha era para ter sido incluída no retrato, mas ela tinha crescido quando Ingres terminou a tela.

Madame Moitessier

Madame Moitessier (1856)

Ingres voltou a Roma como diretor da Academia Francesa em 1834. Longe da crítica constante em Paris, ele desenvolveu seu talento para ensinar. Como seu próprio tutor, David, ele pregava o desenho acima de tudo: "Se eu tivesse que colocar um sinal acima da minha porta, eu escreveria Escola de Desenho e eu estou certo que eu faria pintores."

Ingres morreu em 1867 de pneumonia, em Paris.

  • Outras Imagens de Ingres:

 

Louis-François Bertin

Louis-François Bertin (1832)

Sentado numa cadeira com um pano de fundo sóbrio, Bertin, fundador e diretor do Journal des Débats, epitomiza o burguês-liberal e o status-quo. Este retrato maravilhosamente traçado é um dos mais finos do século XIX e, certamente, uma das grandes realizações de Ingres.

 

Thetis Implorando Júpiter (1811)

Nessa Ilustração da Ilíada de Homero, Thetis implora a Júpiter que repare a injustiça dos gregos a seu filho Aquiles. Ingres constrói Thetis no modo familiar de odalisca alongada, seu corpo curvado sobre uma figura arquitetônica sólida que é júpiter. Por outro lado, a pose imperial de Júpiter ecoa o tratamento neoclássico de Ingres dado a Napoleão I (1806) e indica a tela Apoteose de Homero (1827)

Napoleão I

Napoleão I (1806)

  • Dominique Ingres foi o primeiro entre os clássicos da pintura que eu me interessei, eu vi um detalhe de uma pintura dele, onde estavam retratados até os poros da pessoa (é sério, aqueles poros que nós temos na pele mesmo - caso alguém conheça outros poros). Ele não está entre os mais famosos ou badalados, mas, com toda a certeza ele mais do que merece admiração e respeito.